Brasileiros desenvolveram uma nova maneira de detectar o câncer de próstata

Pesquisador da Ufu fala sobre tecnologia que aumenta precisão no diagnostico de câncer de próstata
Pesquisador da Ufu fala sobre tecnologia que aumenta precisão no diagnostico de câncer de próstata

Novo sistema detecta células tumorais de pacientes com suspeita da doença e tem eficácia de 80%

Pesquisadores de Minas Gerais desenvolveram uma nova maneira de detectar o câncer de próstata, com eficácia de até 80%. A nova tecnologia, que já tem carta patente emitida, ajuda na prevenção e tratamento da doença.

O grupo apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) conta com a participação do pesquisador da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Luiz Ricardo Goulart Filho.

Segundo o pesquisador, os métodos convencionais, utilizados atualmente para detecção do câncer de próstata, têm eficácia entre 35% e 40% e gera desgaste desnecessário ao paciente.

"No caso do câncer de próstata, por exemplo, os marcadores convencionais utilizados hoje possuem uma eficácia de 35% a 40%. Como consequência, temos um número expressivo de biópsias desnecessárias, o que chega a 65% dos casos. Com a técnica desenvolvida por nossa equipe, a eficácia é de 80% no diagnóstico do câncer de próstata e o resultado sai em 24h", afirma Filho.

Ainda de acordo com o pesquisador, além de poupar o paciente clínica e psicologicamente, o novo método diminui os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) na detecção do tumor.

Detecção

O processo de detecção consiste na identificação de células tumorais por meio de marcadores específicos da próstata, extraídas do Ácido Ribonucleico (RNA) mensageiro. O RNA recolhido é transformado em DNA e amplificado. O processo não precisa de cirurgia, sendo necessária apenas a retirada de 5 ml de sangue.

"Retiramos o sangue periférico, separamos os leucócitos e extraímos o RNA. Posteriormente, colocamos em uma espécie de máquina para amplificar o DNA por marcadores específicos tumorais", explica o pesquisador.

Além de maior eficácia, o método detecta o câncer no início, o que aumenta a possibilidade de cura.

"O bom é que este método consegue pegar os casos clínicos no início, aumentando as chances de cura, pois o procedimento de toque retal, por exemplo, só possui 20% de sensibilidade e o urologista só consegue perceber quando a doença já está em estágio avançado", completa.

Câncer de mama

Outros dois sensores foram desenvolvidos para a triagem de mulheres com suspeita de câncer de mama. O método possui 90% de precisão e indica quais mulheres devem seguir com a investigação a partir de mamografia e biópsias.

 

#aprevençãoéomelhorremédio

Fontes:

G1

O conteúdo do site, como textos, gráficos, imagens e outros materiais são apenas para fins informativos e não substitui o conselho médico profissional, diagnóstico ou tratamento.